quinta-feira, 29 de julho de 2010

2 anos.

E outra noite que se vai
E eu não to correndo atrás
Quanto tempo já passou
E a gente nem se falou
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atrás

Outra noite que você
Passa e finge que nem vê
Não esconde o teu rancor
Quer tentar me enlouquecer
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atrás

Então me diz alguma coisa
Bate aqui de madrugada
Pra lembrar daquele tempo
Pra sempre ou só por um momento
Me dá um beijo na boca
E depois me leva pra tua casa

Perguntou por mim que eu sei
Olha por mim vai tudo bem
Disse que me viu passar por ai
E que eu não tava muito bem
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atras

Então me diz alguma coisa
Toca um Marley na viola
Pra lembrar daquele tempo
Pra sempre ou só por um momento
Me dá um beijo na boca
E depois me leva pra tua casa

quinta-feira, 22 de julho de 2010

As vibrações das forças mentais são as mais sutis e , consequentemente, as mais poderosas que existem.



Cuidado com o que você deseja, não pelo fato de você não conseguir e sim por conseguir e de fato não querer mais depois.
Estranho seria se eu não me apaixonasse por você.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Encrencas...

Conheço ele na casa de uma amiga. São ao todo uma turma de alguns homens solteiros, felizes e solícitos intitulados "Os Loucos". Mas ele, estranho, reservado e escutando musica, tocando violão, me chama a atenção. Aquele alí é…? Xiii, Kah, encrenca. Mesmo? Tem certeza? Absoluta. Encrenca das grandes. Não me dou por satisfeita. Preciso saber mais. Descubro que ele já namorou com a amiga de um grande amigo. Na segunda ligo pra ele. E sua amiga? Ah, menina, toda feliz, morando em Londres. Mas ela já saiu com o…., não saiu? Xiiiii, nossa, nem fala esse nome pra ela, nossa, EN-CREN-CA. Das bravas. Das grandes. Mesmo? Olha, tô pra ver encrenca maior. Olha, prefiro nem tocar nesse assunto. Mesmo? Sério. Apresento ele pra Carol e pra Aninha, nossa encrenca Kah, Vocês acham? com certeza! Mas se você tiver alguma dúvida… não, não tenho mais dúvida nenhuma. Chega. Já ouvi tudo o que eu precisava. No sábado ligo pra ele, coração disparado, não é sempre que encontramos alguém tão bem recomendado.

domingo, 18 de julho de 2010

As fantasias têm de ser irreais. Porque no momento, no segundo que consegue o que quer… não quer, não se pode querer mais. Para poder continuar a existir, o desejo tem de ter os objetos eternamente ausentes. Vocês não querem ”algo”, querem a fantasia desse ”algo”. O desejo apóia fantasias desvairadas.

Foi essa a idéia de Pascal ao dizer que somos realmente felizes quando sonhamos acordados com a felicidade futura. Daí o ditado: ”O melhor da festa é esperar por ela”. Ou: ”Cuidado com seus desejos”. Não pelo fato de conseguir o que quer, mas pelo fato de não querer mais depois de conseguir.

Então, a lição de Lacan é: Viver de desejos não traz a felicidade. O verdadeiro significado de ser humano é a luta para viver por idéias e ideais. E não medir a vida pelo que obtiveram em termos de desejos, mas pelos momentos de integridade, compaixão, racionalidade e até auto-sacrifício. Porque no final a única forma de medir o significado de nossas vidas é valorizando a vida dos outros."

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sabe os limites?
Guarde-os em uma caixa de sapatos e feche.
Deixe os lá, no escuro, sozinhos. Sim!
Eles se educarão.

Um amor sem limites, será melhor!
Uma paixão desenfreada. Exagerada.
Assim como eu, e talvez como você.

Voe longe como os pássaros.
Se modele, você é barro.
Se liberte como a borboleta.
Siga-as!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

out of time.

Agora, o iogurte desce na minha garganta que tem tanta coisa pra gritar. Eu grito, mas é por dentro. De forma que só eu consiga escutar. Não quero alugar os ouvidos de pessoas contando minhas desventuras. Dos meus problemas, cuido eu. Acreditar que vai ser diferente é bobagem. As coisas continuam sempre as mesmas, só mudam os personagens da história. Depositar confiança em alguém é algo não deveria ser feito com tanta certeza. Certeza de que, eu não sei. Mas é assim. Eu faço isso sem perceber, e é desse modo que vejo todos os meus vôos que pareciam conseguir chegar a salvo ao destino, voltando ao chão na metade do caminho. Volto a não sentir. Sentir nada acho que define melhor. Evito qualquer tipo de sentimento. Quanto menor o vôo menor a queda, basicamente. Não deveria ser assim. Eu não queria que fosse assim. Não comigo. Não mais uma vez. Enquanto isso, continuo eu (não) falando para quem (não) quer ouvir e gritando coisas que só eu posso compreender. Mas, ainda assim gostaria de fazer parte dos planos de alguém. Mais precisamente, dos teus. Mas alguém já faz esse papel na tua história. Vejo você escrevendo o teu roteiro. E eu continuo atrasada. Sempre fora de horário.