segunda-feira, 14 de março de 2022

E o tempo passou...

Ultimamente tenho sentido aquela vontade enorme de colocar para fora toda minha intensidade. Comprei um journal, comprei adesivos, canetas, recortes antigos, mapas e tudo que poderia precisar para botar pra fora esses sentimentos. Gosto da sensação de escrever no papel. Engraçado por mais estranho que pareça, sinto falta de escrever aqui. Acho que é pela história. Pela linda evolução de uma adolescente insegura para uma mulher segura e decidida dona da própria estória. Ao mesmo tempo que me vejo nessas palavras perdidas sinto uma enorme falta de conexão. Sou eu, mas um eu que ja não existe mais. Um eu de um sonho distante que existia em outro mundo, muuuito distante e frio. Volto aqui para dizer que eu consegui. Voltei a ser a princesa da minha historia. Consegui realizar um bocado de sonhos e no final deste ano irei realizar o mais especial deles. E o mais importante de tudo, a dor, a falta, passam, demora mas passam. O buraco se fecha, ficam algumas cicatrizes, alguns traumas, mas o tempo cura tudo. Ou quase tudo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Funciona mais ou menos assim: você acorda num sábado florido de primavera, e tudo que consegue desejar é um suco de laranja geladinho feito na hora. Com os lábios já sedentos e a boca salivando, corre até a cozinha e lá tem melão, limão, jabuticaba, até tangerina, mas não tem laranja. Ao invés de ir até o sacolão da esquina barganhar meia dúzia da fruta, você aceita o fato de que o universo não estava conspirando a seu favor naquela manhã e termina por fazer o seu desjejum com o habitual café com leite, já que um suco de qualquer outra fruta apenas ressaltaria a sua verdadeira vontade de tomar um simples suco de laranja. Você não fez limonadas com os limões, muito menos vitaminas exóticas com a tangerina. Ao contrário disso, recorreu ao café da manhã convencional de todo dia porque tão somente, era aquilo que a sua geladeira podia oferecer na hora. Trocando frutas e geladeiras por pessoas e relacionamentos, temos parcerias seladas unicamente pela conveniência e por uma omissão de vontades unilateral em que, um dos lados dita o caminho e o outro, simplesmente, aceita.
Não, eu não preciso me contentar com uma circunstância que não está dentro daquilo que eu desejo. Reconheço que o mundo não gira em torno do meu umbigo e de fato, o universo tem maneiras misteriosas de se fazer entender. Mas se meu desejo é de arroz com feijão, puro e simples com cara de casa de vó, porque eu preciso me contentar com um sanduíche de atum, que apesar de gostoso, não sacia a fome? É muito prático sair pregando por aí a aura zen, pacífica, tranquila, de quem medita e faz yoga às 5 da manhã e consegue ter um dia pleno, calmo e totalmente desprovido de apego. Acho lindo, fantástico e transformador, porém nem todo mundo atingiu esse nível de serenidade. Acho que o mínimo que a gente merece depois de um dia inteiro de trabalho árduo é o direito, único e exclusivo, de pelo menos escolher aquilo que se quer comer.
A mesma coisa pode ser transposta para os relacionamentos. O cara te oferece encontros esporádicos, divertidos, recheados de entrega, porém sem direito a mensagem no dia seguinte, presença na festa da amiga ou qualquer tipo de “certeza” que alivie as angústias do seu coração, sendo que nesse momento da sua vida você quer um relacionamento sério, e ele, infelizmente, não. Ou a menina que acabou de sair de uma relação conturbada e não quer se envolver com ninguém por agora (pelo menos não com você) e trata com descaso seu convite para o cinema, inventa mentiras para justificar a ausência, mas seus encontros são tão sorridentes que você hesita todas às vezes em dizer não. Em ambos os casos, vocês não querem a mesma coisa. Fim. Não tem meio termo, vírgula, entrelinha, não tem discussão. O “agora não”, muitas vezes, vem mascarado de um monte de desculpas.
Eu acredito que para tudo nessa vida existe solução: distância, falta de tempo, incompatibilidade de horário, mudança de país, tudo, absolutamente tudo tem uma solução por mais desgastante que pareça. Mas para falta de vontade, falta de amor, para isso eu não tenho alternativa. A gente pode sim esperar o timing do outro, aliás, é muito comum a gente abrir mão do nosso desejo inicial como “prova” de aceitação e forma de permanecer naquela história superficialmente inteira. Abandona aquele sonho cuidadosamente moldado ao longo de anos, em prol de se “encaixar” como numa peça de um quebra cabeça na vivência de outro alguém. Muda pelo outro e não pela gente. Amor não é assim. Estar junto de alguém em uma parceria não é assim. Momento de vida é uma coisa muito particular. Para se fazer parte da travessia de alguém é preciso uma permissividade muito ímpar, de quem ainda pode nem ter certeza daquilo que quer. Bem a história da Summer e do Tom (do filme “500 dias com ela”). Não importa o quanto a gente se entregue, faça valer a pena, aponte os pontos positivos, ou simplesmente, não importa o quanto de espera seja destinada àquela relação, às vezes, o santo não bateu foi com a gente. Saber reconhecer quando vale ou não a pena dividir o precioso espaço do seu suco de laranja com o café com leite de outro alguém, é essencial para o nosso bem estar físico e emocional, bem como, para a manutenção da integridade dos nossos planos de vida. Insistir em um caminho de portas semi-abertas e de reciprocidade pela metade é desgaste desnecessário tanto para a alma, quanto para o coração.
Se contentar com algo que nos é ofertado puramente porque a pessoa que você tanto deseja só tem aquilo a oferecer no momento, mais do que perda de tempo, é perda de vida. O que para uns pode parecer arrogância, para mim eu chamo de amor próprio. Deixamos tantos sinais pelos caminhos que se o outro quiser comprar a bagagem, ele sabe em qual estação nos encontrar. Que sejamos resistentes para permanecer na travessia o suficiente para derrubar os muros da consistência do outro. E acima de tudo, que sejamos resilientes, para saber a hora de se afastar e deixar o outro por si só descobrir em que parte desse caminho se encaixa as vontades dele. Pode ser que ele (a) se encontre na nossa ausência e os olhares se virem para uma mesma direção. Ou, pode ser que apesar dos pesares, seja necessário seguir a travessia sozinho. Nada machuca mais, do que estar ao lado de alguém na expectativa de que esta pessoa milagrosamente decida colocar os dois pés dentro da nossa vivência. E convenhamos, persistência e insistência nunca foram bons motivos para sustentar parceria nenhuma.
Claro que nem sempre a vontade de suco de laranja será de comum acordo, mas o complemento do café da manhã precisa ser bom o suficiente, para fazer valer a pena permanecer sentada à mesa para as próximas refeições. Amor acima de qualquer coisa é encontro de vontades. Não um mantra diário da aceitação dos anseios do outro. Só porque a fome está na lista dos desejos mais urgentes do mundo, não significa que a gente precisa se contentar com qualquer migalha de biscoito que aparece dando sopa pelo caminho. Onde existe criatividade e reciprocidade até pão de forma vencido vira mini pizza para o jantar.


sem mais.

Texto retirado de: http://www.casalsemvergonha.com.br/2014/09/11/amor-nao-e-feito-de-migalhas/

quinta-feira, 7 de março de 2013





Vícios e Virtudes



Nem tudo lhe cai bem
É um risco que se assume
O bom é não iludir ninguém

Nem tudo lhe cai bem
É um risco que se assume
O bom é não iludir ninguém

Às vezes faço o que quero
Às vezes faço o que tenho que fazer
Às vezes faço o que quero
Às vezes faço o que tenho que fazer

Eu nunca tive muito a ver com ela
O livro que ela ama eu não li
Eu nunca tive muito a ver com ela
O filme que ela adora eu não vi

Como chegar nela eu nem sei
Ela é tão interessante e eu aqui pichando muro
Como chegar nela eu nem sei
Ela é tão indiferente
E eu igual a todo mundo

Logo eu, que sempre achei legal ser tão errado
Eu que nem sempre calmo, mas nunca preocupado
Logo eu, que sempre achei legal ser tão errado
Eu que nem sempre calmo, mas nunca preocupado

Nem tudo lhe cai bem
É um risco que se assume
O bom é não iludir ninguém

Nem tudo lhe cai bem
É um risco que se assume
O bom é não iludir ninguém

Às vezes faço o que quero
E às vezes faço o que tenho que fazer
Às vezes faço o que quero
E às vezes faço o que tenho que fazer

Um dia eu volto pra fazer só a sua vontade, mas
Se eu não puder fazer você a pessoa mais feliz
Eu chego mais perto disso possível

Todos os inconvenientes a nosso favor
E diferenças sim, mas
Nunca maiores que o nosso valor

Logo eu, que sempre achei legal ser tão errado
Eu que nem sempre calmo, mas nunca preocupado
Logo eu, que sempre achei legal ser tão errado
Eu, que nem sempre calmo, mas nunca preocupado

O tempo às vezes é alheio à nossa vontade, mas
Só o que é bom dura tempo o bastante pra se tornar inesquecível

Qual será o defeito da fala se a tua boca me cala
Nós dois deitados na sala



sábado, 2 de março de 2013




Nostalgia.



E como sempre, sinto tantas coisas, apavorada. Mas o medo mudou. Trago uma nova vida pra mim mesmo que isso não possa ser explicado de forma simplificada em um parágrafo perdido no meio de um texto com tantas coisas saltitantes para serem ditas. Estou muito sem vírgulas e penso ser uma boa hora para o remédio. Ainda tenho uma neurose quase maior do que meu pequeno corpo para sustentar. Tenho sensações desconexas e intensas num coração sufocado. Hoje chega. Sim, eu estou viva, pura, atropelando qualquer outro sentimento, sem mágoas, como se eu fosse uma adolescente sonhadora. Não lido bem com nada que não seja eu em minha bolha arejada de imaginações. Mentira, não lido bem com minha bolha arejada de imaginações também. Não lido bem com nada. Não deu tempo de virar mulher. Escrevo isso e choro. Porque quero tanto e não quero tanto. Porque se acabar morro. Porque se não acabar morro. Minha angústia particular é que me faz sentir segura as vezes.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Lay rotting where I fall
I'm dead from bad intentions
Suffocated and embalmed
And now all our dreams are cashed in
You swore you wouldn't lose then lost your brain
You make a sound that feels like pain...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

On and on, reckless abandon
Something's wrong,
This is gonna shock them
Nothing to hold on to
We'll use this song, to lead you on
Break the truth
With more bad news
He left a scar, size: extra large



sábado, 24 de setembro de 2011

só por uma noite....

terça-feira, 20 de setembro de 2011

As vezes faço o que quero, as vezes faço o que tenho que fazer!

terça-feira, 19 de julho de 2011

La La La La La

I like your smile
I like your vibe
I like your style
But that's not why I love you
And I, I like the way
You're such a star
But that's not why I love you

Hey, do you feel
Do you feel me?
Do you feel what I feel?
Do, do you need
Do you need me?
Do you need me?

You're so beautiful
But that's not why I love you
I'm not sure you know
That the reason I love you
Is you, being you, just you
Yeah, the reason I love you
Is all that we've been through
And that's why I love you

La La La La La La
La La La La La

I like the way
You misbehave
When we get wasted
But that's not why I love you
And how you keep your cool
When I'm complicated
But that's not why I love you

Hey, do you feel
Do you feel me?
Do you feel what I feel
Do, do you need me?
Do you need me?

You're so beautiful
But that's not why I love you
And I'm not sure you know
That the reason I love you
Is you, being you, just you
Yeah, the reason I love you
Is all that we've been through
And that's why I love you

Aaaah
Aaaah
Even though we didn't make it through
I am always here for you

You're so beautiful
But that's not why I love you
And I'm not sure you know
That the reason I love you
Is you, being you, just you
Yeah, the reason I love you
Is all that we've been through
And that's why I love you

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Lu-lullaby, distract me with you rhymes.
Lu-lullaby
Lu-lullaby, help me sleep tonight
Lu-lullaby (Lu-llaby)



Goodbye, brown eyes. Goodbye, my love.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

AliceAvril LavigneTripping out
Spinning around
I'm underground
I fall down
Yeah I fall down

I'm freaking out
Where am I now?
Upside down
And I can't stop it now
It can't stop me now


I'll get by
I'll survive
When the world's crashing down
When I finally hit the ground
I will turn myself around
Don't you try to stop me
I won't cry


I found myself in wonderland
Get back on my feet again
Is this real? Is this pretend?
I'll take a stand until the end


I'll get by
I'll survive
When the world's crashing down
When I finally hit the ground
I will turn myself around
Don't you try to stop me
I won't cry

I'll get by
I'll survive
When the world's crashing down
When I finally hit the ground
I will turn myself around
Don't you try to stop me
I won't cry

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Acho que passei tempo demais, escrevendo mentalmente. Escrevi todos os dias que eu estive longe daqui, escrevi só pra mim. Ando egoísta. Vivendo uma fase boa, nova, em que tudo se encaixa perfeitamente e eu não preciso quebrar dois ou três vasos da minha sala. Sinto falta de algumas coisas, não nego. Mas passa rapidamente, justamente porque me lembro de como esssas coisas terminaram. Mais velha, mais séria? Ahn. Talvez, mas ainda adoro chuva, e o cheiro do mar. Penso em terminar logo a faculdade. Ter minha casa, ser mãe. Tenho tudo que sonhei,exatamente como eu sonhei acontecendo. Homem chato, inteligente, companheiro, carinhoso, protetor. Ok, perfeito. Falta algumas coisas para costurar. Falta pouco. Palavra com a letra I... Incompleta.

domingo, 1 de maio de 2011

Preciso escrever, escrever sobre você.
Eu, atualmente, tenho você como a coisa mais rara que encontrei nos últimos anos, talvez a mais rara que já encontrei em toda a minha vida. Nós temos milhares de planos, nome dos nossos futuros filhos, viagens até 2014. Cada momento parece que é grandioso demais para ser registrado. É silencioso, e mesmo sem dizer uma só palavra,consegue o milagre de me deixar muda. Opostos tão grandes que às vezes fico assustada. Porém, os mesmos gostos, livros, frio, filmes... Deixo registrado ....pelo menos aqui, que toda sua delicadeza e paciência, serão recompensadas com o resto da minha vida.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Nem toda perseguição é implacável, nem todo perseguidor é psicopata. Às vezes é mera observação. E das duas uma: ou você observa, ou se deixa observar. Ou ambos. Às vezes fingir que nada acontece é uma opção. Às vezes correr do perseguidor, só o faz correr mais rápido ainda atrás de você. Quando ouço passos atrás de mim, eu mantenho a calma e caminho o mais devagar possível. Afinal, o coelho branco sempre sou eu. A gata que ri também. Eu sumo e só fica o riso. E às vezes, nem isso.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Going under...

Now I will tell you what I've done for you
50 thousand tears I've cried
Screaming deceiving and bleeding for you
And you still won't hear me
(I'm going under)
Don't want your hand this time I'll save myself
Maybe I'll wake up for once
Not tormented daily defeated by you
Just when I thought I'd reached the bottom
I'm dying again

I'm going under
Drowning in you
I'm falling forever
I've got to break through
I'm going under

Blurring and stirring the truth and the lies
So I don't know what's real and what's not
Always confusing the thoughts in my head
So I can't trust myself anymore
I'm dying again

I'm going under
Drowning in you
I'm falling forever
I've got to break through

So go on and scream
Scream at me I'm so far away
I won't be broken again
I've got to breathe I can't keep going under

I'm dying again

I'm going under
Drowning in you
I'm falling forever
I've got to break through
I'm going under
Going under
I'm going under

domingo, 3 de abril de 2011

Não sou boa com números. 
Com frases-feitas. 

E com morais de história. 

Gosto do que me tira o fôlego. 

Venero o improvável.
Almejo o quase impossível.
Meu coração é livre, mesmo amando tanto. 

Tenho um ritmo que me complica.
Uma vontade que não passa.
Uma palavra que nunca dorme. 

Quer um bom desafio?
Experimente gostar de mim.
Não sou fácil.
Quase nunca estou pra ninguém.
Mudo de humor conforme a lua.
Me irrito fácil. 

Me desinteresso à toa.
Tenho o desassossego dentro da bolsa. 

E um par de asas que nunca deixo. 

Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo.
E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. 

Hoje, eu perdi um sonho. 

E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir... 

Mas não tem nada, não. 

Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. 

E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é.

Imaginary.

I linger in the doorway
of alarm clock screaming monsters calling my name
let me stay
where the wind will whisper to me
where the raindrops as they're falling tell a story

in my field of paper flowers
and candy clouds of lullaby
i lie inside myself for hours
and watch my purple sky fly over me

don't say i'm out of touch
with this rampant chaos - your reality
i know well what lies beyond my sleeping refuge
the nightmare i built my own world to escape

in my field of paper flowers
and candy clouds of lullaby
i lie inside myself for hours
and watch my purple sky fly over me

swallowed up in the sound of my screaming
cannot cease for the fear of silent nights
oh how i long for the deep sleep dreaming
the goddess of imaginary light

in my field of paper flowers
and candy clouds of lullaby
i lie inside myself for hours
and watch my purple sky fly over me

terça-feira, 29 de março de 2011

Hoje o sono custa a vir. Comecei a analisar tudo que vivi desde janeiro de 2010. E pude notar o que mudou de lugar por aqui. Entre amores e amigos, a Karen continua "praticamente" a mesma. Tirando algumas marcas,alguns diplomas de cursos sentimentais por correio, continuo a mesma. Perdi muitas pessoas, a maior parte porque tinha de ser. Me lembrei que podia ter evitado muitas decepções, que devia ter escutado meu sexto sentido que me avisou algumas vezes que eu estava seguindo a direção do desastre, mas eu sempre fui do tipo que prefere cair de cabeça, a pensar meses depois como teria sido. Eu tenho uma lealdade absurda com as pessoas, mesmo com aquelas que, talvez, nunca tenham retribuido, e é exatamente por isso que essa insônia me pegou. Não me arrependo de nada que fiz. E isso me deixa tão bem.
Tão firme de que nada poderia ter sido diferente do que hoje é. Alguns amei de menos, outros amei demais, mas era sempre eu. Em cada segundo, eu. Cumprindo minhas promessas, honrando meus sentimentos, me dedicando ao que eu acredito ser amor, ser amizade. Sei que o tempo passa e isso que me conforta. Eu vou me encaixar nessas lacunas, serei forte e decidida como sempre fui. Por mais que hoje eu me permita olhar para trás, e pedir um colo à autopiedade. O principal é que eu precisava agradecer. A quem me machucou, obrigada,precisava das cicatrizes. A quem me amou, obrigada, parte desse amor carrego comigo para onde vou. Hoje sou retalhos de amor e de dor que esse ano me causou, hoje eu estou inteira para alguém. Antes eu não me entregava, depois me entreguei demais. Hoje eu sei a medida exata para ser perfeito. Um futuro me espera,um amor me espera,uma vida me espera. E eu me permito viver tudo isso, porque só eu mesma posso decidir até onde posso chegar, e eu vou longe, me prometo... Idealizei pessoas, amei ideais, criei hérois, me permiti chorar. Cresci. Levantei, olhei pra mim, ri, continuo rindo. Meu orgulho é dizer que não decepcionei ninguém. Tive meus erros, errei na dose, mas sempre com muita honestidade.
Esses últimos anos ano eu sangrei, pedi desculpas, voltei atrás,coloquei vírgulas algumas vezes, rezei por mim. Desejei o fim. Mas estive em pé. Continuo em pé, por todos que estiveram do meu lado, e por quem ainda vai estar. Quero de coração que todos que estiveram comigo sejam felizes, mesmo que eu não deseje participar da felicidade de alguns deles. Mesmo que eu prefira nunca mais sentar na mesma mesa, nem dividir o mesmo olhar. Ainda assim desejo a felicidade, a paz, o caminho. A única coisa que posso lamentar foi a falta. A falta de coragem, de palavras, de sinceridade ,acompanhei de muitos esse comportamento. Mas eu vou me perdoar. Me perdoar por ter errado, me perdoar por ter amado, por ter sofrido, por ter sido boba. Ainda que nada disso faça sentido, eu sei que fui única para quem me dediquei, virão melhores, virão piores, mas como eu. Nunca mais.
Agora encosto minha cabeça no travesseiro, leve e sem culpa nenhuma, com a esperança renovada, para sonhar os mesmos sonhos de um ano atrás...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Estou feliz demais. Encontrei o que tinha perdido. A minha felicidade não se mede em palavras. Mas posso tentar. Sabe quando pega seu filme favorito passando na tv? A satisfação de comer seu doce da infância, uma risada que saiu sem querer. Um presente esperado, um beijo que finalmente aconteceu. Abraço de alguém que você sentia muita saudade. Sabe? Orgasmo que faz seu corpo inteiro tremer, sentir a respiração do outro na sua pele. Desejo também é felicidade... Raspar a panela, tomar banho quente no frio, nadar sem roupa. Sensação de que nada no mundo pode te derrubar. Comprar algo que batalhou para ter. Abrir uma carta. A última página do seu livro favorito. Dormir com aquele barulho de chuva, acordar para dormir de novo. Fazer alguém sentir orgulho de você.

Descobri que a gente passa a vida inteira sentindo a tal felicidade, e nem se dá conta disso...

quinta-feira, 24 de março de 2011

Primeiras impressões.

Esse final de semana é decisivo pra mim. Marca uma série de mudanças.Não é todo dia que apresentamos o novo namorado para familia. Mas eu sonhei que estava sendo salva por um héroi que já morreu. Eu não preciso ser salva. Estou caminhando por vontade própria e bem feliz por essa corda bamba, que é a mais segura que já estive. Eu mesma crio os meus problemas. Vivo pra confundir o que é claramente simples. Saber o que se quer não muda muita coisa. Você não controla pensamentos, nem sua memória olfativa. Por mais que eu saiba exatamente o que fazer ainda me perco em alguns detalhes, em algumas perguntas que ficaram sem resposta. Quero um toddy, o som da chuva e meu travesseiro. Quero organizar a minha gaveta, antes que ela despenque com a quantidade de coisa que tem carregado. Não vou voltar atrás. Não quebro promessas. Mas por hoje, me deixa escutar aquela música e pensar que eu só sonhei, a culpa fica pra amanhã.








saudades.